Iniciativa Políticas de REDD+

Países e regiões onde apoiamos projetos de políticas e programas de REDD+

REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) foi concebido como um mecanismo global para compensar as nações com florestas tropicais que alcançaram reduções significativas nas emissões de carbono para a atmosfera e ao mesmo tempo melhoraram a qualidade de vida de pessoas dependentes dessas florestas.
Algumas nações tropicais já alcançaram resultados notáveis; o desmatamento diminuiu em 70% na Amazônia brasileira, ao mesmo tempo em que a área de territórios indígenas formais aumentou. Algumas nações desenvolvidas, tais como a Noruega, também têm feito sua parte, assumindo compromissos generosos de financiamento para programas de REDD+.

No entanto, este importante progresso para a mitigação das mudanças climáticas e conservação de florestas tropicais encontra-se em risco. .

REDD+ é visto cada vez mais por nações com florestas tropicais como um mecanismo de financiamento complicado para conservação de florestas e que não conseguiu entregar recursos na escala do que era antecipado. Para assegurar e ampliar esses primeiros sucessos, REDD+ precisa ser reformulado rapidamente. Ou seja, a atenção deve ser redirecionada para os benefícios locais e regionais substanciais de um modelo de desenvolvimento rural de “baixas emissões” (DRBE). Há um enorme potencial para se alcançar DRBE através do alinhamento e reformas de políticas nacionais e financeiras, inovações institucionais, e um papel de importância crescente do sector privado no que tange à inovação e investimento.

  • REDD+ inspirou dezenas de países a voltarem sua atenção para o desmatamento e degradação florestal.

  • Um acordo entre o então governador da Califórnia, Schwarzenegger, e os governadores de vários estados tropicais conta hoje com 22 membros.

  • Apesar de REDD+ não ter mobilizado financiamento na escala originalmente antecipada, compromissos existentes totalizam mais de USD 7 bilhões.

Estratégia

Historical Emissions
Através de um declínio acentuado da taxa de Desmatamento na Amazônia entre 2006-2013, o Brasil evitou a emissão de 3,2 Gt de CO₂ para a atmosfera, quando comparado à linha de base histórica (média anual de 1996-2005). (Fonte: Nepstad et al 2014 Science 344)

Para angariar apoio político amplo e duradouro, o desenvolvimento rural de baixas emissões (DRBE) deve ser definido de forma ampla para lidar com preocupações locais e globais. Deve incluir as reduções acentuadas do desmatamento e degradação florestal, que são o foco de REDD+. Mas, deve também melhorar os meios de subsistência rural, criar empregos, melhorar os serviços de assistência à saúde e outros serviços, aumentar o acesso a mercado e investimentos, e ao mesmo tempo proteger as florestas, pescas, bacias hidrográficas e rios.

O Instituto Inovação da Terra está trabalhando desde a escala local até a global para alcançar essas metas. Estamos apoiando governos em estados e províncias em zonas de florestas tropicais e temperadas para desenvolver estruturas de governança, planos de uso do solo, mecanismos de repartição de benefícios, e sistemas de monitoramento por meio de pesquisas e análises, treinamentos e workshops e visitas de intercâmbio estratégicos. Apoiamos também a inclusão dos povos indígenas no planejamento do desenvolvimento rural. Trabalhamos com produtores e compradores do setor agropecuário e instituições financeiras para alcançar consenso sobre normas socioambientais, e para desenvolver mecanismos inovadores de incentivos de apoio a transição para o desenvolvimento rural de baixas emissões.