Catching fish

Baixo Amazonas

Os peixes têm um papel central nos meios de subsistência de pequenos produtores de várzea em toda a Amazônia, proporcionando a principal fonte de proteína animal, bem como capital para despesas domésticas. Com o desenvolvimento da pesca comercial na década de 1970 e 1980, a pressão sobre os recursos pesqueiros da Amazônia se intensificou. Preocupado com o esgotamento dos estoques de peixes locais, as comunidades de várzea ao longo de todo o rio Amazonas desenvolveram acordos para regulamentar a pesca em lagos de várzea locais. Começando na década de 1990, comunidades de várzea, organizações da sociedade civil e órgãos do governo trabalharam juntos para tornar esses acordos a base para uma política de cogestão da pesca regional.

A região do Baixo Amazonas no Estado do Pará foi um grande foco deste processo. Entre 1990 e 2006, as comunidades de várzea obtiveram o reconhecimento legal de seus acordos de pesca, bem como seus territórios comunitários. E, embora tenha se alcançado muito progresso, o sistema de cogestão estabelecido ainda é bastante frágil, devido ao apoio limitado do governo para sua execução, e a ausência de políticas para a gestão sustentável de pesca na várzea. Assim, a pesca gerida comunitariamente continua vulnerável à concorrência com a pesca ilegal e não têm sido capaz de obter acesso a mercados que valorizem peixes geridos sustentavelmente.

Strategy

A estratégia do Instituto Inovação da Terra para o desenvolvimento de um sistema de cogestão regional de pesca para a várzea na Amazônia tem quatro linhas de ações principais. Em primeiro lugar, estamos trabalhando para fortalecer a capacidade organizacional das comunidades de várzea e sua organização regional do Fórum de Várzea PAEs.
Em segundo lugar, procuramos obter a certificação de sistemas de gestão para o pirarucu (Arapaima spp.), Uma das maiores e mais importantes espécies de peixes comerciais na Amazônia. Em terceiro lugar, estamos trabalhando com agências governamentais de pesca para desenvolver regulamentos mais eficazes para a gestão sustentável das pescas comunitárias.

Finalmente, estamos desenvolvendo parcerias comerciais com empresas de processamento de peixe para exportação de peixes e derivados advindos de pescas geridas comunitariamente certificadas. Através desta estratégia buscamos integrar pescarias comunitárias às cadeias de abastecimento sustentáveis com acesso a mercados nacionais e internacionais. Assim, permitindo que estas comunidades obtenham um aumento de renda e melhorem seus meios de subsistência, ao mesmo tempo em que garantem a conservação dos ecossistemas de várzea e os serviços ecológicos prestados por eles.

  • Pirarucu, uma das espécies de peixes mais importantes para as comunidades locais, pode atingir o tamanho de até 2.4 metros e peso de até 400 quilos

  • Lagos geridos no âmbito de um sistema de cogestão comunitária são 60% mais produtivos do que aqueles não gerenciados.

  • Mais de 11 mil famílias foram afetadas positivamente pelo trabalho do Instituto Inovação da Terra no Baixo Amazonas.